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Rescisão sem susto: o checklist que o departamento pessoal deveria ter na gaveta

Prazo de 10 dias, aviso prévio que cresce com o tempo de casa e FGTS pelo Pix. Os pontos que mais geram multa e discussão na hora do desligamento.
Rescisão sem susto: o checklist que o departamento pessoal deveria ter na gaveta

Desligar um colaborador costuma ser um momento delicado. E é justamente nele que pequenos descuidos de prazo e documento se transformam em multa ou em uma reclamação trabalhista meses depois.

A boa notícia é que quase todos esses erros são evitáveis com uma lista simples.

O prazo que não perdoa: 10 dias

A empresa tem até 10 dias, contados do fim do contrato, para pagar as verbas rescisórias e entregar os documentos do desligamento. Vale para qualquer tipo de rescisão e para qualquer forma de aviso prévio.

Passou do prazo? A CLT prevê multa equivalente a um salário do empregado, além das correções. É uma das cobranças mais frequentes e uma das mais fáceis de evitar.

O aviso prévio que cresce com o tempo de casa

O aviso prévio não é sempre de 30 dias. A cada ano completo de trabalho, somam-se 3 dias, até o limite de 90. Um colaborador com 10 anos de empresa, por exemplo, tem direito a 60 dias. Errar essa conta muda o valor da rescisão e a data de saída registrada.

O checklist

  • Conferir o motivo do desligamento e os valores devidos em cada caso.
  • Calcular saldo de salário, férias vencidas e proporcionais com um terço, 13º proporcional e aviso prévio.
  • Conferir o saldo do banco de horas: horas não compensadas entram como horas extras.
  • Recolher o FGTS do mês e, quando devida, a multa de 40%. Desde 2024, o recolhimento é feito pelo FGTS Digital, com guia paga por Pix.
  • Informar o desligamento no eSocial, que também atualiza a carteira de trabalho digital.
  • Entregar ao empregado o termo de rescisão e os documentos para saque do FGTS e, quando for o caso, para o seguro-desemprego.
  • Agendar o exame demissional, quando exigido.
  • Guardar tudo: comprovantes de pagamento, recibos e comunicações.

O que acontece depois

O ex-empregado tem até dois anos para entrar com uma ação, e pode discutir os últimos cinco anos do contrato. Por isso, a rescisão não termina no pagamento. Ela termina quando a documentação está completa e arquivada.

Uma rescisão bem feita costuma passar despercebida. Uma rescisão apressada costuma reaparecer.

Este conteúdo é informativo e não substitui a análise de um caso específico. Se quiser entender como o tema se aplica à realidade da sua empresa, os canais de contato do Tessaro Advogados estão disponíveis nesta página.

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