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Licença-paternidade de 20 dias: o que a nova lei exige das empresas a partir de 2027

A Lei 15.371/2026 amplia a licença de forma gradual, cria o salário-paternidade e garante estabilidade ao pai. Veja o calendário e o que planejar.
Licença-paternidade de 20 dias: o que a nova lei exige das empresas a partir de 2027

Desde 1988, a licença-paternidade no Brasil é de 5 dias. Uma nova lei muda esse número de forma gradual, e as empresas têm pouco mais de um ano para se organizar.

O calendário

  • 2027: 10 dias.
  • 2028: 15 dias.
  • 2029: 20 dias.

A Lei nº 15.371/2026 foi publicada em 1º de abril de 2026.

Quem paga a conta

A lei criou o salário-paternidade, um benefício da Previdência Social, nos moldes do salário-maternidade. Ele pode ser pago diretamente pelo INSS ou pela empresa, que depois compensa o valor. Para o empregado, o benefício corresponde à remuneração integral.

A novidade que mais pesa para o RH: estabilidade

O pai passa a ter garantia de emprego desde o início da licença até um mês depois do fim do benefício. Ou seja, um desligamento nesse período, sem justa causa, pode gerar discussão trabalhista.

Situações especiais

  • A licença é prorrogada em caso de internação da mãe ou do bebê.
  • O período aumenta em um terço quando a criança tem deficiência.
  • Há regras para adoção, falecimento de um dos genitores e quando o pai assume sozinho os cuidados.

O que planejar desde já

  • Atualizar políticas internas e o manual do colaborador.
  • Orientar gestores sobre a estabilidade, para evitar desligamentos no período protegido.
  • Ajustar a folha e os procedimentos de compensação do benefício.
  • Planejar escalas para cobrir ausências mais longas.

Quanto antes a regra entrar na rotina do RH, menor a chance de ela aparecer pela primeira vez em uma reclamação trabalhista.

Este conteúdo é informativo e não substitui a análise de um caso específico. Se quiser entender como o tema se aplica à realidade da sua empresa, os canais de contato do Tessaro Advogados estão disponíveis nesta página.

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